6 lições de vida e empreendedorismo que aprendemos com o filme “Um sonho de liberdade”

1024 492 Melina e Raphael
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Ser acusado de um crime e condenado a mais de 30 anos de prisão. Assim começa o filme Um sonho de liberdade, de 1994, que tocou toda uma geração e está no topo de muitas listas de filmes imperdíveis.

O ator Tim Robbins interpreta o papel principal, na pele do recém condenado Andy Ducasse. Morgan Freeman vive seu amigo de carceragem Red, que já está preso há 20 anos. Esse longa é baseado na história original de Stephen King chamada Rita Hayworth and Shawshank Redemption.

Aconselhamos que você assista hoje mesmo esse filme rico em aprendizados para a vida. Tem no Netflix! Assistimos recentemente e percebemos quantas lições de empreendedorismo ele apresenta. Como a vida é o nosso maior e mais importante empreendimento, são lições muito legais de vida também.

“A esperança é uma boa coisa, talvez a melhor das coisas, e coisas boas nunca morrem” Andy Dufresne – Um Sonho de Liberdade

 

[SPOILER ALERT] Alguns fatos comentados abaixo acontecem do meio para o final do filme. Assista antes de ler, ok?

 

“Tem algo dentro de você que eles não podem alcançar, não podem tocar. É só seu. Esperança.”
 

1) Como sonhar grande

“Quero ficar rico”, “Quero ser feliz”, “Quero mudar de vida”… quem nunca ouviu esse tipo de desejo e sonho? O que essas afirmações tem em comum é que todas são muito vagas. Pois bem, para o Andy Dufresne, personagem principal do filme, em algum momento seu sonho ficou claro e definido.

Ele gostaria de ter um hotel na região de Zihuatanejo, no México. Além disso, também queria comprar um barco usado, reformá-lo, e levar seus hospedes para passear. Estamos falando de desejos de um condenado a prisão perpétua. Bem ousado, né? Sim, mas ter um sonho ousado e bem definido torna mais fácil enxergar os passos e formatar um plano para alcançar esse sonho.


“É lá que eu quero morar o resto da minha vida. Um lugar quente e sem memória”
 
+ Leia também: 3 dicas para você seguir rumo ao sonho de trabalhar com o que ama
 
 

2) O tempo vai passar de qualquer jeito

Um dos objetivos de Andy para melhorar sua vida enquanto cumpria pena era aumentar a biblioteca da prisão. Mas, o diretor logo avisou que ele nunca conseguiria tal feito porque não havia verba. Ele resolveu, então, mandar uma carta por semana para o governo fazendo esse pedido, mesmo que desencorajado por todos.

Seis anos se passaram e ele conseguiu resposta positiva… com a condição de que parasse de mandar as cartas! Expandiu a biblioteca e chegou até a formar presos no ensino médio. Lição aprendida: o tempo vai passar de qualquer jeito, aja com os recursos que você tem agora!

 

3) Seus talentos valem sempre

Antes de ser preso, ele era bancário. Um talento que parecia inútil na prisão, certo? Os guardas da cadeia eram bastante duros e violentos. Em um certo momento, Andy ouve a conversa de um deles comentando o quanto ele estava aborrecido por ter que pagar impostos sobre uma herança que recebeu. Andy se meteu na conversa e quase foi jogado de cima do telhado antes de conseguir dar uma dica ao policial para driblar esse imposto.

Depois desse episódio, diversos guardas vieram pegar conselhos fiscais com ele, que inclusive passou a fazer o imposto de renda de toda a equipe carcerária. Ganhou influência e privilégios importantes para cumprir seus objetivos. Lembre-se: acredite em você, seus talentos são úteis e importantes sempre e em qualquer contexto!

 

4) Cuidado para não ser “institucionalizado”

Brooks ficou preso por 50 anos! Esse é um dos personagens mais tocantes do filme. Viu 6 diretores da cadeia mudarem e era bibliotecário: um cargo de importância e influência. Eis que chega o grande dia, a pena de Brooks acaba e ele é solto. Ele sofre muito para se adaptar ao mundo completamente diferente fora da prisão.

Nesse momento, Red faz uma observação: o Brooks estava “institucionalizado”. Ele era parte integrante da prisão pelo tanto de tempo que passou lá e não sabia ser uma pessoa fora daquele contexto. Nunca se esqueça, tanto no seu empreendimento quanto no caso de você ter um emprego, não se deixe “institucionalizar”. Saiba separar sua vida do seu trabalho, você não “é” a empresa. O contexto pode mudar ou acabar e você deve saber como continuar.

 


“Não consigo acreditar em como as coisas se moveram rápido aqui fora. Eu vi um carro uma vez, quando era criança, mas agora eles estão em toda parte. O mundo virou uma grande maldita correria.”

 

+ Leia também: 3 motivos para não empreender
 
 

5) Retraçar a rota não é tão ruim quanto parece

Já sabemos que o Andy tinha um sonho. Ao longo do filme, entretanto, você nota que ele não tinha um plano definido do início ao fim para alcançar esse objetivo. No máximo, ele fazia planos de curto prazo com seu projeto final em mente.

Sabe o que ele ganhou com isso? A oportunidade de retraçar a rota. As coincidências e oportunidades que surgiram na vida dele montaram um plano ainda melhor do que ele teria feito sozinho. Evite ao máximo ser um monolito, retraçar a rota pode não ser tão ruim quanto parece.

 

6) Repetição X Coração

De tempos em tempos, os condenados tinham a chance de falar diante de um comitê e pedir condicional. Para a pergunta “Você está reabilitado?”, Red tinha a resposta na ponta da língua: “Sim, sou um novo homem. Não mais um perigo para a sociedade. Sem dúvidas.” Logo em seguida, um carimbo “rejeitado” aparece na tela. Como pode a condicional ser rejeitada se ele deu todas as respostas certas? Isso aconteceu diversas vezes ao longo do filme. Red repetia essa “fórmula” na tentativa de conseguir ser libertado.

No comitê de 40 anos de prisão, Red finalmente respondeu com o coração. A cena é incrível e emocionante, vale muito a pena assistir. Einsten já dizia: “Não há nada que seja maior evidência de insanidade do que fazer a mesma coisa dia após dia e esperar resultados diferentes”. Pare com a repetição e fale com a voz do coração!
 

O discurso automático e repetitivo de Red: “Sim, senhor. Com certeza. Aprendi minha lição. Posso dizer honestamente que sou um homem mudado. Não sou mais um perigo para sociedade. Esta é a verdade honesta de Deus. Sem dúvidas”

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É isso! Essas foram as 6 lições que aprendemos. Você curtiu o filme? Que lição tirou dessa historia? Ainda no tema de prisão, mas dessa vez uma cadeia feminina, recomendamos que você assista uma série maravilhosa que também tem no Netflix: Orange is the new Black. A Gabi, do blog Teoria Criativa, listou 10 motivos para assistir, confira aqui.

Curtiu? Aguarde novos posts com dicas cinematográficas e filmes pelo olhar do casal Carinhas.. :)

AUTORES

Melina e Raphael

Um casal, muitas ideias! Sócios desde 2008, somos apaixonados por ilustrar pessoas através das Carinhas, desenvolver Marcas Apaixonantes e criar mantras do bem, na Mantly. Cariocas vivendo em Portugal. Curiosos, otimistas e praticantes de dancinhas da felicidade.

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2 comentários
  • Vitória
    Responder

    Eu estou completamente apaixonada pelo trabalho de vocês!
    É como se eu tivesse encontrado o chaveiro que eu precisava para reunir as minhas chaves para que elas pudessem abrir as diferentes portas existentes nos sonhos do meu coração!

    • Melina e Raphael
      Responder

      Oi Vitória, que palavras mais lindas! Adoramos saber que tinham portas fechadas no seu coração e ajudamos você, de alguma forma, a encontrar essas chaves, amamos seu comentário! Obrigado pelo carinho e abraços do casal! <3

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