Quer trabalhar com design gráfico? Conheça esses pontos fundamentais

    1024 492 Melina e Raphael

    “Sou formada em direito, mas tenho bom gosto, manjo de photoshop e quero trabalhar com design gráfico, o que fazer?” Já recebemos essa pergunta de pessoas formadas em direito, jornalismo, veterinária, administração e por aí vai. Por isso, resumimos nossa jornada de quase 20 anos estudando, trabalhando com design gráfico e vivendo disso para dar algumas dicas.

    Errou feio quem pensa que o designer é aquela pessoa que nasceu com o dom do “bom gosto” e que está “no sangue” fazer visuais incríveis.

    Design gráfico é uma profissão fascinante. Trabalhar com comunicação visual, criar imagens, formas, cores e mensagens poderosas é incrível. Como não amar? Por isso, tem até um certo glamour como se os projetos nascessem em um passe de magia ou em uma visão intuitiva. E como se o dia a dia do profissional criativo fosse um mar de rosas coloridas!

    Mas, o que está por trás desses resultados? Afinal, o que faz a mágica acontecer, na verdade, é a soma de muito conhecimento teórico, técnico e experiência. E, além disso, é preciso ter uma atitude profissional para você não pirar com o cliente que não se decide, enquanto pede opinião da sogra, do amigo e até do papagaio ou aquela pessoa que pede um descontão, entre outros perrengues. Vamos aos 5 pontos importantes para quem quer trabalhar com design gráfico com responsabilidade e profissionalismo!

     

    1 – Procure embasamento teórico: as bases para se apoiar

    Antes de pensar no visual, é preciso construir bases, como nas fundações de uma casa. Porquê, sem embasamento, as marcas, por exemplo, ficam superficiais e fracas. E essa comunicação pode trazer até problemas jurídicos para o seu cliente. Imagine fazer uma marca sem conhecer a Lei do Direito Autoral? É comum o entendimento, equivocado, que o papel do designer é ser um gerador de imagens. Então, o cliente diz “quero uma abelha na marca”, por exemplo. Sendo assim, você abre o programa gráfico e tenta fazer a abelha que o cliente quer, certo?

    Errado! Na verdade, o papel do designer é resolver problemas. Para isso, é preciso dar um passo atrás e descobrir qual é o problema. Pois não se trata apenas de desenhar o que o cliente quer. Essa capacidade de diagnosticar o problema está em conhecer assuntos como estratégia, branding, semiótica, metodologia, passando por gestalt, ergonomia, tipografia, história da arte, sociologia, filosofia, ética e muitos outros. Desse modo, sua função, como designer, é criar um projeto de comunicação visual e não botar apenas no papel a visão do cliente.

    Ter acesso ao conhecimento teórico é um privilégio enorme, ainda mais em um país que não dá acesso ao ensino público de qualidade para todos. Ainda assim, busque esses temas para se aprofundar, conheça mais sobre a teoria e torne o seu trabalho com design mais efetivo e responsável. O design gráfico não é uma profissão regulamentada no Brasil e você não precisa ter formação superior para atuar. Porém, isso não significa que você deve dispensar uma formação que vai elevar muito a qualidade do seu trabalho e do design como um todo. Seja ela uma formação em universidade ou como auto didata.

    Ao receber o projeto completo, o empreendedor comentou: “Vocês superaram minhas expectativas sobre a marca. Me entregaram não o que eu imaginava, mas sim o que o meu negócio precisa para se posicionar de forma estratégica no mercado.” Clique aqui e veja a Marca Apaixonante da Catapulle.

    + Leia também – Faça você mesmo a marca da sua empresa: sim ou não?

     

    2 – Busque conhecimento técnico: para quebrar as regras, é preciso conhecê-las

    Conhecimento técnico é bastante confundido com “saber mexer no Photoshop” ou nos programas gráficos. Atenção: conhecimento técnico não é isso! Inclusive, durante toda a nossa graduação em design gráfico, nunca aprendemos os programas. Conhecimento técnico é quando os conceitos teóricos do tópico anterior, se aplicam na prática. Ou seja, é entender sobre legibilidade, psicologia das cores, resolução, grid, técnicas de impressão, harmonia, contraste, sistemas de cor, tipos de arquivos e mais.

    Dito isso, tem quem diga que prefere criar mais “livre” e sem tantas “amarras” e técnicas. Mas, saiba que, para quebrar as regras, é preciso primeiro conhecê-las. A falta de conhecimento técnico pode te dar problemas de todo tipo após o projeto, desde um cartão de visita que ficou com a imagem distorcida, até uma fachada inteira com um nome que ninguém consegue ler.

    Muita gente se interessa e vai direto para essa tipo de conhecimento técnico, sem considerar a teoria do tópico anterior. O resultado é, por exemplo, uma marca com muitas formas geométricas que servem como base para seu desenho, um grid tecnicamente elaborado e complexo. Mas, qual é o fundamento por trás: porquê linhas retas? Porquê linhas curvas? O que esse resultado comunica, afinal? Conhecimento teórico anda de mãos dadas com o técnico.

    Em todos os projetos, é importante entregar um Guia de Uso com todas as questões técnicas da marca, assim você garante que ela será utilizada corretamente. Esse é o da Almadoré, clique para ver o projeto completo.

     

    3 – Tenha experiência com mentoria: amadurecimento e segurança

    Enquanto você aplica teoria e técnica nos seus projetos, é chave ter ajuda de alguém mais experiente para te orientar, especialmente no começo. Sendo assim, se você tem o privilégio e oportunidade de receber conhecimento técnico e teórico em um curso superior ou cursos livres, verá como a mentoria dos professores experientes é essencial. Até hoje, nós dois usamos conhecimentos passados em sala de aula, na PUC-Rio, onde começamos nossos estudos em 2001 e 2004!

    Outra ótima ideia para ter uma mentoria é fazer estágios ou ter empregos na área. Antes de empreender, nós trabalhamos em empresas enormes, médias e pequenas de comunicação, escritórios de publicidade e design. Assim, nesses ambientes, atendemos clientes gigantes, médios e pequenos. Ou seja, com profissionais mais maduros, aprendemos dicas e técnicas que também levamos até hoje! É importantíssimo para você amadurecer com a experiência de mentores, se conhecer melhor como profissional e entregar um trabalho de cada vez mais qualidade para seus clientes.

     

    4 – Desenvolva sua própria metodologia: clareza para crescer

    Com a união poderosa e necessária de teoria e técnica e com o apoio de profissionais mais experientes, você terá tudo que precisa para tirar o melhor dessa jornada e começar a desenvolver sua própria metodologia. Agora você já sabe que criar uma marca, uma peça gráfica ou qualquer comunicação visual é muito mais complexo e amplo do que ter “um dom”, “bom gosto”, “jeito pra coisa” ou “manjar de Photoshop”.

    Você vai conseguir entender as etapas do seu trabalho com muito mais clareza. Poderá, assim, fazer projetos muito mais profundos e eficazes para seus clientes, que vão muito além de um “desenho bonitinho”. Você também estará contribuindo para o design enquanto segmento, enquanto área do conhecimento. Porquê, quanto mais profissionais e comprometidas estão as pessoas que atuam na área, mais o design é respeitado e reconhecido por todos. E isso é ótimo para todo mundo: profissionais e clientes!

    Com uma metodologia própria você agiliza o seu trabalho e tem mais segurança para conseguir resultados. Clique e veja o projeto completo para a Förena.

    + Leia também – Como nasce uma identidade visual: nossa metodologia etapa por etapa

     

    5 – Adote uma postura profissional: o único caminho sustentável

    Como se não bastasse a maratona que é buscar os passos acima, tem algo que pode transformar seu amor por design em raiva e ressentimento: sua postura profissional. Na sua jornada, você vai encontrar clientes que pedem descontão, que querem tudo pra ontem, desaparecem, são indecisos, desvalorizam seu trabalho e disso para pior. Ou mesmo terá dificuldade de vender projetos, ficará sempre cobrando pouco e com a corda no pescoço. Por isso, antes de afirmar que “esse mercado do design é um horror”, calma. Você pode ajustar sua postura profissional e ver tudo melhorar!

    Recentemente, uma aluna nos deu um depoimento ótimo, ela disse que pensava que ser designer era fazer os projetos e responder e-mails, mas com nossa ajuda descobriu que, para viver de design mesmo, era preciso ir além! E é assim mesmo: você deve trabalhar de maneira inteligente e organizada. Por isso, tenha um contrato verificado por advogados, crie políticas claras de preço e prazo, faça um filtro de clientes para atender cada vez mais clientes dos seus sonhos. Você também precisa de jogo de cintura para lidar com crises e problemas sem surtar e muito mais! Não é fácil, mas vai transformar sua postura de “aquela pessoa que quebra o galho e se aborrece muito no caminho” pra “aquela pessoa profissional respeitada e confiável, que leva todo o segmento pra cima!

    + Conheça também – Curso Experiência Apaixonante: trabalhe de forma inteligente, organizada e online.

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    Conclusão

    Para fazer um trabalho de qualidade com design gráfico, siga esses passos. O quanto você avançou no conhecimento teórico até hoje? Onde sente que precisa investir mais energia? E no conhecimento prático? Você se limitou a saber Illustrator, Corel ou Photoshop? E as demais técnicas? Já ouviu falar ou buscou saber? Avalie sua experiência: você vem trabalhando apenas só, com amigos ou já tem clientes?

    Pense na possibilidade de fazer um estágio ou ter alguma experiência com profissionais mais vividos que você. Como anda sua própria metodologia? Você senta em frente ao computador ou folha em branco e espera a inspiração chegar? E sua atitude profissional? O estresse com clientes é constante e você tem arrancado os cabelos? Conte pra nós nos comentários!

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    Lembre-se…

    Esses passos vão acontecer constantemente, ao mesmo tempo, e para o resto da sua vida profissional. Nós estamos sempre buscando conhecimento técnico, teórico e nos fazendo essas mesmas perguntas. Sempre haverá algo por descobrir, algum tema para se aprofundar! Ser profissional e comprometido em qualquer profissão vai exigir de você uma busca constante em se aperfeiçoar e ter uma postura cada vez mais clara.

    Não se contente com o que sabe até agora e com o fato de você “mexer no computador desde a adolescência” ou “ter amigos que curtem seu trabalho”. O mundo que se descortina quando você busca a teoria, técnicas, experiência e profissionalismo é vasto e infinito. Estamos juntos nessa jornada!

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    Autoria

    Melina e Raphael

    Formados, pós graduados e apaixonados por design gráfico. Cariocas que vieram estudar Branding em Portugal e ficaram. Sócios desde 2008, ajudamos centenas de pessoas empreendedoras com grandes sonhos a terem uma Marca Apaixonantes. Curiosos, otimistas e praticantes de dancinhas da felicidade!

    Todas as histórias por: Melina e Raphael

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