“Mas vocês mostram quantas opções de marca na apresentação?”. Muita gente imagina que a escolha da marca funciona assim: você recebe várias opções para escolher. No mundo do design, inclusive, é comum ver profissionais apresentando três alternativas para os clientes. Lá no comecinho da nossa carreira, a gente também fazia assim. É natural imaginar que, quanto mais opções você tiver, melhor será sua escolha. Mas, com o tempo e a experiência, passamos a pensar diferente!
“Escolhas complicadas não apenas não ajudam.
Elas, na realidade, prejudicam.”
Barry Schwartz
Com o tempo, e muitos projetos no coração e na bagagem, percebemos que mostrar várias versões pode mais atrapalhar do que ajudar. Hoje, nossa metodologia é apresentar uma única proposta de identidade visual, um projeto completo, construído com profundidade. E foi justamente por viver tantos processos assim que entendemos: apresentar uma única proposta bem feita faz mais sentido do que mostrar três caminhos distintos. Ao longo do texto, vamos te contar o porquê.
1 – Não é só um elemento, é um sistema inteiro
Talvez, até aqui, você imaginasse que criar a identidade visual da sua empresa fosse só escolher um logo bonito. Pensando assim, parece simples: opção A, B ou C e pronto. Mas, a verdade é que a identidade visual deve ter outros elementos. É um sistema completo, feito de elementos que trabalham juntos para comunicar o que sua marca tem para dizer e mostrar. Cores, tipografia, símbolo, grafismos, estampas, experiências no digital e no impresso, tudo isso precisa conversar entre si. E é por isso que o processo é profundo, cheio de testes e diferentes caminhos criativos. A gente compara possibilidades, refina detalhes e escolhe aquela proposta que representa sua empresa com mais força e clareza. Quando você recebe a apresentação, ela já vem inteira e coesa. Uma proposta única, não por acaso, mas porque foi construída para fazer sentido do começo ao fim.
Foi exatamente assim no projeto da Mapa, uma agência peruana especializada em estudos no exterior. A identidade visual anterior não acompanhava mais o crescimento da empresa e um novo logo, sozinho, não daria conta da transformação que eles queriam viver. Por isso, criamos um sistema visual completo, inspirado nos mapas que a empresa entrega para cada pessoa que atende. O logotipo tem formas que lembram fronteiras. As letras são simples, fáceis de percorrer com os olhos, como quem traça uma rota clara. E junto dele, outros elementos geométricos compõem esse universo visual. Tudo conversa: símbolo, cores, tipografia e aplicações. O resultado é uma Marca Apaixonante que representa com leveza o que a Mapa faz de melhor, tornar compreensível o que parece complexo, e guiar com segurança quem está pronto para mudar de país.
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A identidade visual da Mapa conta a história de quem ultrapassa fronteiras para estudar no exterior. Veja o projeto completo.
2 – O fenômeno “Frankenstein”
Quando você recebe três propostas, é natural querer aproveitar um pouco de cada uma. Afinal, todas têm pontos fortes. E pode bater aquele pensamento: “Será que não dá pra juntar o que mais gostei de cada uma?” Mas aqui entra um desafio importante. Quando misturamos partes isoladas, o símbolo de uma, as cores de outra, a tipografia da terceira, o resultado pode se tornar confuso, sem uma direção clara. A intenção é boa, mas a marca corre o risco de virar uma obra do Doutor Frankenstein: tem boas ideias, mas sem harmonia entre elas. Na maioria das vezes, a própria pessoa percebe que aquela colagem de elementos não ficou bacana. Aí, vem a frustração e o retrabalho. Por isso, nossa escolha é apresentar uma proposta única. Pensada para que cada decisão visual faça sentido dentro de um todo. Para que o resultado final não seja uma mistura de partes, mas um sistema completo.
3 – O paradoxo da escolha
Talvez você já tenha passado por isso: diante de várias opções, em vez de se sentir mais livre, bateu aquela ansiedade. “E se a melhor escolha for justamente a que você não fez?” Esse é o paradoxo da escolha, um conceito do psicólogo Barry Schwartz. Ele explica que, quanto mais possibilidades temos, maior a chance de nos sentirmos insatisfeitos, inseguros ou até paralisados. E isso acontece porque ficamos tentando prever qual alternativa é “a ideal”, com medo de errar ou se arrepender.
Na prática, a pessoa recebe três opções de marca e começa um caminho de comparação e dúvidas. Pede opiniões para pessoas próximas (que quase nunca concordam entre si), faz uma lista de prós e contras e o processo vai se arrastando. Com o tempo, o medo de tomar a decisão errada toma conta. No lugar do entusiasmo vem o sentimento de frustração. Por isso, quando escolhemos apresentar uma única proposta, o que queremos é justamente aliviar esse peso. A gente estuda, cria, experimenta e afunila até encontrar uma solução visual forte que representa a empresa.
Foi isso que fizemos com a Zaetê, marca criada para uma loja-oásis no coração de Búzios. Os sócios sonhavam com um lugar que oferecesse um alívio para quem estava ali nessa região altamente turística batendo perna. Na vitrine, uma banheira com bolhas convida ao descanso. Para completar, um ritual de relaxamento para os pés para ser feito na hora, com água morna e massagem. A partir dessa visão, desenvolvemos uma identidade visual com o logotipo feito à mão e uma paleta de cores frescas e naturais. Sem confusão, sem indecisão, uma solução que representa a marca Zaetê.
Na Marca Apaixonante da Zaetê, apresentamos uma proposta visual para representar essa loja que é um oásis. Veja o projeto completo.
4 – Existe escolha (e muita!) em uma única proposta
Num primeiro momento, pode parecer que receber três opções oferece mais liberdade. Enquanto isso, receber uma só pode dar a sensação de que as possibilidades estão limitadas. Mas queremos te tranquilizar: mesmo com uma única proposta, tem muita escolha envolvida. Uma identidade visual é um sistema completo, isso significa que cada parte desse sistema pode (e deve!) ser avaliada. Pode ser que você queira ajustar a paleta de cores, sugerir alguma mudança no logotipo ou até trazer ideias sobre como os elementos visuais aparecem nos posts das redes sociais. Essas escolhas fazem parte do processo e são fundamentais. Em vez de escolher entre caminhos completamente diferentes, você participa afinando uma única solução. E, na nossa experiência, isso é muito mais produtivo (e gostoso!) do que tentar opinar sobre três propostas diferentes ao mesmo tempo.
Foi assim no projeto de Marca Apaixonante para a Bangalô Ilhabela. A gente começou pelo sol, esse brilho constante da ilha que cai sobre os bangalôs em todas as estações do ano. A partir dele, surgiram as silhuetas dos pássaros, folhagens, frutas e até dos próprios bangalôs. Os sócios participaram ativamente, aprovando os elementos, compartilhando impressões e pedindo um único ajuste na paleta. Muitas trocas, muitas escolhas, todas dentro de uma única proposta pensada para a Bangalô Ilhabela.
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Os sócios da Bangalô Ilhabela participaram de cada escolha da identidade visual e só pediram um ajuste em uma das cores da paleta. Veja o projeto completo.
5 – Uma versão também é caminho
Pode ser que, ao ver a primeira proposta da sua marca, você não sinta aquele “é isso” de imediato. Quando isso acontece, não é sinal de que está tudo perdido. Pelo contrário: é apenas uma curva no caminho. Essa primeira versão, mesmo que não seja a final, nos mostra onde estamos, o que já ressoa com sua empresa e o que ainda precisa de afinação. A partir do seu retorno, conseguimos enxergar com mais clareza o que faltou ou o que precisa mudar. Não voltamos à estaca zero, seguimos em frente com ainda mais certezas. Sem misturar ideias ou colar pedaços de caminhos diferentes. O que você recebe de volta é, novamente, uma proposta inteira, feita com muito respeito pela sua marca.
Foi assim com a Super Vegan. A primeira versão da raposinha, uma das personagens da marca, não foi aprovada de cara, mas isso não significou um erro, e sim um passo essencial. Ela trouxe pistas valiosas sobre o que precisava ser ajustado para chegar na identidade visual ideal. A partir dessa resposta, evoluímos para uma nova proposta, mais alinhada com a visão da empresa e com o momento de crescimento da Super Vegan. Aquela primeira ideia virou parte do processo e ajudou a construir um caminho mais certeiro.
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A primeira versão da raposinha não foi aprovada, mas apontou o caminho para a identidade visual que a Super Vegan precisava. Veja o projeto completo.
Conclusão
Se você está em busca de uma identidade para sua empresa, é natural querer participar, opinar, comparar opções. Parece que quanto mais propostas na mesa, maior a chance de acertar. Mas o que aprendemos, ao longo dos anos, é que esse caminho pode tornar tudo mais confuso. Apresentar uma única proposta, pensada com profundidade, construída a partir da estratégia e método, tem sido o que mais funciona por aqui. Para nós, funciona porque conseguimos dedicar toda a nossa energia a uma solução completa. E para você, funciona porque esse processo evita colagens entre ideias, dúvidas intermináveis e aquele peso de ter que “escolher a melhor”. Com uma proposta, o diálogo continua vivo. Você participa nas escolhas, nos ajustes, nas decisões importantes. É essa troca que transforma cada projeto em uma Marca Apaixonante.
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E você? Já passou pela experiência de contratar uma marca e receber mais de uma opção? Como foi esse momento de escolha? A gente vai adorar saber. Conta pra gente nos comentários. Sua empresa quer uma marca que apaixona? Conte com a gente, peça uma proposta!






