Usar meu nome próprio ou criar um nome pra minha pequena empresa: o que fazer?

    1024 492 Melina e Raphael

    “Devo usar meu nome, que meus amigos e familiares já conhecem ou é obrigatório criar um nome novo para minha empresa?” Quando começamos um negócio, logo vem a dúvida: qual nome usar? A rota mais intuitiva é usar o próprio nome, que já estamos tão acostumados e somos conhecidos por um monte de colegas, amigos e familiares. Criar um nome novo pode ser um desafio e tanto, e agora? O que é melhor para sua empresa?

    O nome fala sobre a sua empresa antes mesmo do visual, é muito importante que você faça uma escolha consciente, que converse com a sua estratégia.

    Alguns segmentos como o direito, obrigam os sócios por lei a usar o nome ou sobrenome de pelo menos um deles. Ainda assim, é possível complementar com outra palavra que comunique melhor seus únicos serviços para acompanhar o nome obrigatório.

    Já em outras áreas, como a fotografia e arquitetura, é super comum que as pessoas usem seus próprios nomes, mas não há nenhuma lei ou regra que as obrigue. Nesses casos, é hora de ficar de olho para conseguir tomar a decisão mais interessante para você. Vamos passar por alguns pontos de reflexão, onde cada escolha vai ter vantagens ou desvantagens. Assim, você consegue tomar uma decisão que faça sentido para sua estratégia.

     

    1 – Postura e porte profissional

    Ao usar o seu nome próprio, você se apresenta no centro da sua empresa. Nesse caso, o holofote está na sua pessoa em primeiro lugar. O nome próprio comporta bem qualquer atividade, pois o foco é na pessoa que atua. Sendo assim, o nome dá mais autoridade profissional para aquela pessoa. Por outro lado, pode acabar sendo visto não como uma empresa, mas como alguém freelancer ou autônomo, especialmente se estiver começando.

    Já um nome criado para sua empresa, passa a ideia de um porte maior, mesmo que se trate de apenas uma pessoa na equipe. Isso pode ser interessante ou soar como uma falsa sensação de estrutura, ou seja, sua empresa tentando parecer maior do que é. Mas, com um nome criado sob medida, fica bem mais fácil crescer e comportar outra pessoa como sócia ou mais gente na equipe. Ou seja, ajuda a passar a empresa para outras mãos ou a continuar mesmo depois do afastamento ou aposentadoria dos sócios.

    Almadoré – chocolate de origem: o nome começa com a palavra “alma” e termina com a união de “oré” que, em tupi-guarani antigo, significa “nós”. Ou seja, esse chocolate tem a presença da alma de muitos dos que o produziram. Clique aqui e veja o projeto completo

     

    2 – Significado do nome

    O seu nome carrega significados que foram escolhidos pelos seus pais, que sequer podiam adivinhar que você teria uma empresa com esse ou aquele foco, no futuro. Por isso, ao usar o nome próprio, você fica dependendo bastante da comunicação, da tagline – aquela pequena frase que vai junto ao nome – e das mensagens que vai passar para conseguir transmitir qual o significado dele ao seu cliente. Quando a empresa tem alguns anos de mercado, fica cada vez mais fácil o cliente compreender as características e significado do nome próprio.

    Ao criar um nome, também é necessário ter atenção para você não acabar soando como um concorrente ou mesmo usando um nome com significado parecido com outra empresa do seu segmento. Porém, com a criação do nome, você tem esse poder de escolher um nome que te diferencie de propósito e não precisará se esforçar tanto em outros pontos da comunicação para transmitir esse significado.

    + Leia também – Naming: não decida sobre o nome da sua empresa antes de conhecer esses 4 conceitos 

     

    3 – Singularidade e lembrança

    São muitas as marcas que usam nomes próprios, em todos os segmentos, então é mais difícil permanecer na cabeça do cliente. Além disso, as pessoas lidam com muitos nomes próprios tanto na vida pessoal, quanto nas diversas empresas que usam nome próprio com as quais elas tem contato. Assim, o seu nome tem mais dificuldade de se destacar e pode ser mais facilmente confundido.

    O nome fictício dá um maior controle na hora da criação, pois você pode fazer escolhas deliberadas pelas quantidades de sílabas, sobre como aquele nome soa, se ele tem letras mais comuns ou menos usuais. Ou seja, é possível fazer um trabalho focado no cliente fixar e lembrar do nome. Se seu nome próprio for bastante conhecido você pode usá-lo na tagline, para dar autoridade à marca enquanto usa um nome criado sob medida.

    LeveMe – Gastronomia Funcional por Nanda P. Carneiro: a Nanda não queria deixar de usar seu nome na marca, ele foi para a tagline junto ao nome fictício “LeveMe”. Clique aqui e veja o projeto completo.

     

    4 – Calor humano e proximidade

    Quando você usa o seu nome próprio, as pessoas já sabem diretamente com quem estão conversando e negociando. É muito bom saber o rosto e nome de quem está por trás daquela empresa: passa transparência, confiança e tranquilidade ao cliente. Nesse momento, você também está colocando o seu nome a prova, e ficando suscetível a qualquer problema ou crise com a empresa ficar associado diretamente com a sua pessoa.

    Com um nome criado, pode acontecer da sua empresa passar uma imagem mais “fria”. Especialmente quando fica muito difícil saber mais sobre as pessoas por trás daquela empresa. Ou seja, quando o site diz “somos uma equipe capacitada”, por exemplo, e o cliente não fica sabendo os nomes das pessoas envolvidas, nada mais sobre elas e não pode nem ver seus rostos, parece que falta calor humano. Por isso, não esqueça de manter sua comunicação transparente com relação a quem cuida da empresa para não perder essa sensação de proximidade.

    + Leia também – Estratégia: porquê sua pequena empresa precisa de uma e como criar a sua 

     

    5 – Hora de registrar

    Muita gente pensa que, ao usar o nome próprio, não é necessário fazer o registro no INPI. Mas, isso não é verdade! O seu nome próprio pode e deve sim ser registrado. Assim, você ganha diversas vantagens e garantias. Nesse post do Instagram, o advogado especialista Moysés de Carvalho, conta um pouco mais sobre registro para nomes próprios. Da mesma forma, o nome fictício precisa ser registrável. Não são todos os nomes que podem ser registrados, existem diversos impedimentos como o registro já existente por outra pessoa ou o nome ser considerado uma “marca fraca”, simples demais para ser registrado. Imagina que dor de cabeça você escolher um nome incrível e descobrir, depois de tudo pronto, que aquele nome já tem dono, por lei. Você não poderá mais usar o nome que tanto queria e terá prejuízos como refazer toda a identidade visual da sua empresa. Seja nome próprio ou fictício, procure um advogado especializado para te orientar quanto ao registro.

     

    6 – Identidade visual

    Já criamos Marcas Apaixonantes com nomes próprios e nomes fictícios. Em ambos os casos, é possível adaptar a marca e a identidade visual para atender cada situação. Por isso, seja qual for sua escolha estratégica, conte com a equipe de design responsável para criar a melhor marca possível, que vai comportar o nome que você escolheu. Os dois caminhos tem vantagens e desvantagens que podem ser contornados na comunicação.

    Você optou por criar um nome e não consegue pensar em um de forma alguma? Isso é muito comum! Criar um nome para sua marca é uma tarefa bem mais complexa do que parece. Acredite: é muito mais difícil do que dar nome para uma criança ou um bichinho de estimação. Alguns designers, como nós, são especializados em Naming, essa área dedicada a criação de nomes para empresas. Peça ajuda para focar em outros aspectos da sua pequena empresa, enquanto um especialista cria um nome apaixonante para você.

    + Leia também – Naming: quatro etapas na hora de escolher o nome ideal para sua empresa 

    Aimée – um nome próprio que é fictício, não é o nome próprio das sócias e foi escolhido por elas para representar uma marca de moda feminina. Clique aqui e veja o projeto completo.

     

    Conclusão

    E agora? Qual escolher? Lembre-se: o nome, seja ele próprio ou criado sob medida, não consegue carregar sozinho tudo que é importante para a comunicação da pequena empresa. Com o tempo, posicionamento, identidade visual, e outros apoios, o nome terá oportunidade de se fixar na mente do seu perfil de cliente ideal.

    Ou seja, tenha muita atenção ao que é mais importante na sua estratégia antes de bater o martelo sobre o nome. Sendo assim, após o lançamento da marca e com o nome dentro de um contexto pensado, será a vez dele de trabalhar para sua marca representando perfeitamente o que você faz e causando paixões!

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    E você? Optou por usar nome próprio ou criar um para sua empresa? Como tem sido seus resultados? Conta pra nós nos comentários!

     

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    Nome próprio ou criar um novo nome? Qual devo escolher para minha pequena empresa?

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    Posso usar o meu nome próprio como nome da minha empresa? Ou preciso criar um novo nome, qual escolher?

    Autoria

    Melina e Raphael

    Formados, pós graduados e apaixonados por design gráfico. Cariocas que vieram estudar Branding em Portugal e ficaram. Sócios desde 2008, ajudamos centenas de pessoas empreendedoras com grandes sonhos a terem uma Marca Apaixonantes. Curiosos, otimistas e praticantes de dancinhas da felicidade!

    Todas as histórias por: Melina e Raphael
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